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Pneumáticos

30 Novembro 2013

Elementos vitais de segurança.

Um dos factores de maior insegurança nos pneumáticos é a incorrecta pressão de ar. Segundo dados existentes, dois em cada três automobilistas conduzem com a pressão dos pneus abaixo dos valores recomendados, e um em cada dez automobilistas conduz perigosamente com pressões extremamente baixas.

A pressão abaixo dos níveis recomendados é responsável pelo excessivo aquecimento dos pneus (com tudo o que isso implica em termos de deterioração), desgaste prematuro dos ombros do pneu, assim como pelo aumento do consumo de combustível e perda de aderência.

Por seu turno, a pressão excessiva causa um desgaste prematuro no centro do piso, reduz igualmente a aderência (aqui a banda de rodagem também não assenta totalmente no solo), e aumenta a probabilidade de rasgos e cortes por embates em pedras, buracos e passeios.

A pressão dos pneus deve ser verificada, pelo menos, uma vez por mês. Recomenda-se que essa verificação seja feita com os pneus frios, ou seja, com uma rodagem inferior a cinco quilómetros. Quando tiver de efectuar um controlo de pressão com pneus quentes, é conveniente aumentar o valor base em 0,3 bar (4 p.s.i.).

Para rodagem em auto-estrada ou com cargas elevadas, aumente a pressão base em 0,2 bar (3 p.s.i.). Os pneus estão concebidos para isso. Se o seu automóvel estiver equipado com as dimensões de origem homologadas pelo fabricante, poderá consultar os valores da pressão na tampa do combustível, na dobradiça ou na extremidade da porta do condutor, ou no livro de instruções.

Outro factor que é muitas vezes menosprezado diz respeito às válvulas de enchimento dos pneus e respectivas tampas protectoras. Quando se procede à substituição dos pneus, é aconselhável renovar as válvulas e certificar que todas elas estão protegidas por tampas protectoras. Estas evitam a entrada de sujidade e outros agentes que podem provocar fugas de ar.

O controle do desgaste dos pneus e sua substituição é outro ponto importante a considerar. A sua segurança, particularmente em piso molhado e situações de limite, depende em larga escala da escultura do pneu. Quando a profundidade dos sulcos atinge 1,6 mm, corre sérios riscos de segurança e existe a possibilidade de ser multado se nalguns pontos o pneu apresentar valores inferiores àquela medida. A legislação determina uma multa até 50.000 por cada pneu com profundidade inferior a 1,6 mm.

Para maior segurança recomenda-se a substituição logo que esta profundidade atinja os 2 mm, ou 3 mm em caso de pneus de baixo perfil. Em tempo de chuva, a segurança começa a ficar comprometida a partir do momento em que o piso tenha uma profundidade inferior a 4 mm. Em qualquer circunstância, mesmo que faça poucos quilómetros, ao fim de alguns anos os pneus devem ser substituídos devido à deterioração natural da borracha.

Outro factor de extrema importância é o equilíbrio das rodas e o alinhamento da direcção. A ausência deste tipo de manutenção, recomendada de 10.000 em 10.000 quilómetros, bem como a não rotação dos pneus (troca entre eixos), são das principais causas de desgaste acelerado. Os técnicos defendem que um veículo correctamente equilibrado e alinhado pode acrescentar milhares de quilómetros à duração dos pneus, proporcionando, simultaneamente, maior segurança e economia de combustível.

Deste modo, deverá consultar periodicamente uma oficina especializada em pneus para corrigir estes parâmetros. Se a direcção do seu veículo vibrar ou “puxar” para um dos lados, então deve proceder a uma verificação no mais curto espaço de tempo possível. A inspecção do sistema de suspensão faz igualmente parte do processo de alinhamento total levado a cabo pelos postos de assistência a pneus.

No modo como utiliza os pneus, lembre-se de evitar as bermas dos passeios e outros obstáculos semelhantes. Caso tenha de os transpor, faça-o vagarosamente e com ângulos rectos em relação à superfície a ultrapassar, de forma a salvaguardar a parte lateral do pneu. Contactos bruscos infringem danos na estrutura interna, que mais tarde se podem manifestar num súbito esvaziamento.

Tenha igualmente atenção às cargas excessivas. Carga a mais tem o mesmo efeito nos pneus que pressão abaixo dos níveis recomendados. Nestes casos, os pneus reagem com desgastes prematuros e, em casos extremos, até com rebentamentos repentinos.

Outro ponto a ter em conta é a limpeza dos pneus. Ao usar mangueiras de alta pressão, pode, inadvertidamente, danificá-los. Assim, se usar bicos de pressão, coloque o jacto de água a uma distância de pelo menos 20 cm da superfície a limpar. Se o pneu for acidentalmente atingido por um destes jactos, deve ser inspeccionado para detecção de possíveis danos na superfície.

Não utilize produtos de embelezamento à base de derivados de petróleo. Causarão corrosão da parede lateral, manifestando-se, mais tarde, através de gretas. A forma mais correcta de limpar os pneus é com água, se necessário com um pouco de sabão ou detergente misturado.

Outra situação amiúde verificada tem a ver com a alteração dos pneus originais do automóvel, por outros mais largos ou de perfil (altura do pneu) mais baixo. Na maioria das vezes não existe uma necessidade real e consubstanciada para tais alterações. As dimensões dos pneus homologados para a sua viatura constam do livrete. Nele é normal encontrarmos a medida de origem e, por vezes, uma dimensão alternativa.

Porém, isto pode implicar, entre outras coisas, alterações significativas na dimensão das jantes e no consumo de combustível. Se quiser colocar um jogo de pneus mais largos, consulte imperativamente um especialista, que lhe dará o melhor conselho para o seu caso particular. Esta matéria é particularmente sensível e causa de inúmeros chumbos nas Inspecções Periódicas Obrigatórias.

A terminar, há que desmistificar a ideia de que os pneus novos ou menos usados devem estar equipados na frente. Errado! Os pneus em melhores condições devem circular no eixo traseiro, pois a parte posterior do veículo, em condições embaraçosas de condução, não conta com o auxílio da direcção, da tracção (anterior) e do maior peso para rectificar a trajectória. 

Texto: Pedro Fontes | Foto: BMW




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