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Inteligência Artificial: Bosch ensina veículos a aprender e tomar decisões apropriadas

20 Abril 2017

Denner, CEO da Bosch: “A condução autónoma torna as estradas mais seguras e a inteligência artificial é a chave para isso. Estamos a tornar os automóveis inteligentes.”

A Bosch está a criar o “cérebro” para os veículos de condução autónoma do futuro. Na conferência internacional Bosch ConnectedWorld 2017, em Berlim, a Bosch apresentou o computador de bordo para veículos autónomos. Com a inteligência artificial (IA), o computador pode aplicar métodos de aprendizagem. Espera-se que o computador de bordo com IA possa guiar veículos autónomos através de situações de trânsito complexas ou situações novas para o veículo. “Estamos a ensinar o automóvel como agir por conta própria no trânsito”, afirma Dr. Volkmar Denner, CEO da Bosch, na conferência internacional da indústria sobre Internet das Coisas. Os veículos já utilizam sensores Bosch para monitorizar o que os rodeia e, com a inteligência artificial, poderão interpretar essas leituras e fazer previsões sobre o comportamento dos outros utilizadores da estrada. “A condução autónoma torna as estradas mais seguras, e a inteligência artificial é a chave para que isso aconteça. Estamos a tornar os automóveis inteligentes”, continua o CEO da Bosch. Para construir o núcleo do computador de bordo, a Bosch vai colaborar com a empresa tecnológica norte-americana Nvidia, que vai fornecer um chip que armazena algoritmos gerados com métodos de aprendizagem mecânicos. Espera-se que o computador de bordo com IA entre em produção até ao início da próxima década, no máximo.

Automóveis sem condutor vão ser parte do quotidiano na próxima década
O computador de bordo com IA da Bosch consegue reconhecer peões ou ciclistas. Para além desta habilidade, conhecida como reconhecimento de objetos, a inteligência artificial faz com que seja mais fácil para os automóveis autónomos avaliarem a situação. Um carro autónomo com IA consegue reconhecer e avaliar situações de tráfego mais complexas, como perceber quando um veículo em sentido contrário muda de direção e desta forma canalizar esta situação para a sua própria condução. O computador armazena o que aprende enquanto conduz em redes neurais artificiais e, posteriormente, os especialistas reveem a exatidão deste conhecimento em laboratório. Depois de testes adicionais na estrada, as estruturas de conhecimento geradas artificialmente podem ser transmitidas para outros computadores de bordo com IA através de uma atualização. “Queremos que a condução autónoma seja possível em todas as situações. Já na próxima década, veículos sem condutor vão fazer parte do nosso dia-a-dia e a Bosch está a fazer progressos na condução autónoma em todas as frentes tecnológicas. Queremos assumir um papel de liderança também no campo da inteligência artificial”, afirma Denner.

O CEO da Bosch continuou dizendo que a inteligência artificial terá um papel fundamental em todas as áreas de negócio em que atua, não apenas na mobilidade: “Daqui a 10 anos, vai ser virtualmente impossível imaginar um produto da Bosch que não envolva inteligência artificial de alguma forma. A inteligência artificial vai estar nos produtos ou no processo de criação dos mesmos.” No início deste ano, a empresa anunciou a criação de um Centro para Inteligência Artificial. A Bosch está a investir cerca de 300 milhões de euros para alargar os seus conhecimentos nesta área.

A unidade da Bosch em Braga tem sido uma das mais ativas na investigação e desenvolvimento de soluções de conectividade na área automóvel. Com o contributo desta unidade em 2020, o piloto automático da Bosch estará pronto para a produção tornando a condução autónoma uma realidade.

Partilha de dados seguros e propriedade na internet
No seu discurso de abertura na Bosch ConnectedWorld 2017, perante cerca de 2.700 participantes, Denner indicou mais tecnologias inovadoras que vão abrir novas áreas de negócio para a Bosch. Para além da inteligência artificial e da cloud, uma dessas novidades é a tecnologia “blockchain”. Esta inovação irá permitir aos consumidores partilhar dados online de forma segura sem envolver uma terceira parte. Podem finalizar acordos e contratos online, assegurar transações de forma segura, e a tecnologia garante que a informação permanece anónima. A tecnologia “blockchain” tem por base um tipo de base de dados descentralizados, que distribui informação que lhe chega através de milhares de computadores. Isto torna impossível falsificar a informação e os consumidores ficam menos dependentes de um único centro de processamento de dados.

Bosch e TÜV colaboram para combater a adulteração de conta-quilómetros
O CEO da Bosch destacou uma utilização prática para um blockchain com uma demonstração em direto em cooperação com a autoridade de certificação alemã TÜV Rheinland. Prometeu terminar com a prática corrente da adulteração de conta-quilómetros. Só na Alemanha, a manipulação de conta-quilómetros em veículos causa seis mil milhões de euros de prejuízo. A ideia é combater este ato fraudulento com um diário de bordo digital distribuído por vários computadores. Os automóveis enviam regularmente as suas leituras de conta-quilómetros para esses computadores através de um simples conector. Com uma aplicação para smartphone, os donos dos veículos podem consultar a quilometragem atual a qualquer altura e comparar com a que está visível no veículo. Se pretenderem vender o automóvel, podem adquirir um certificado que atesta a precisão da quilometragem do mesmo. É também possível partilhar o certificado na Internet, por exemplo, em sites de venda de automóveis.

A Bosch está a ligar o veículo à oficina
Inteligência artificial, cloud e blockchains – como estão as soluções de inteligência conectada com tecnologia Bosch a mudar a nossa vida quotidiana? O CEO da Bosch responde a esta questão com um exemplo: uma pedra voa na direção do automóvel e parte o vidro. A oficina recebe uma notificação automática através da cloud e pode preparar-se para a reparação necessária. As logísticas conectadas e empilhadoras conectadas garantem que a peça de substituição está pronta e à espera que o cliente chegue. Recorrendo a um par de óculos de realidade aumentada que dispõe instruções, o mecânico pode efetuar o trabalho de forma muito mais fácil e rápida que de outra forma. O benefício para os condutores é poderem pegar no automóvel e seguir viagem após uma breve espera, sem necessitar de regressar mais tarde para ir buscar o automóvel no dia seguinte e sem custos extra dessa espera.



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