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Bosch inicia o ano com aumento nas vendas em todas as áreas de negócio e regiões

3 Maio 2017

Novos conceitos de mobilidade, novas perceções de tecnologia.

O Grupo Bosch iniciou o novo ano de forma positiva. As vendas do fornecedor de tecnologia e serviços cresceram 12 por cento no primeiro trimestre, e 11 por cento após o ajuste nas taxas de câmbio. Todas as áreas de negócio e regiões registaram melhorias nos primeiros três meses de 2017, algumas de forma significativa.

No presente ano, apesar das perspetivas económicas moderadas e incertezas geopolíticas, a Bosch tem como objetivo alcançar um crescimento de vendas entre três a cinco por cento. E apesar dos fortes investimentos realizados no sentido de salvaguardar o futuro da empresa, prevê-se um aumento dos resultados. “O sucesso do negócio hoje garante-nos a liberdade para moldarmos o mundo de amanhã”, referiu o Dr. Volkmar Denner, presidente do Conselho de Administração da Bosch, na conferência de imprensa anual no campus de investigação da Bosch em Renningen. “Desenvolver o negócio já existente, abrir novas áreas de negócios e ocupar uma posição de liderança tecnológica – é a nossa estratégia para o processo de transformação”. Os pontos centrais desta transformação estão nas mudanças ao nível da mobilidade e da conectividade em IoT. “Enquanto líder em inovação, estamos a moldar e a guiar a transformação”, afirmou Denner.

Ano de 2016: investimentos para o futuro num nível recorde
Em 2016, as vendas do Grupo Bosch cresceram para 73,1 mil milhões de euros – equivalente a um crescimento de 3,6 por cento, ou 5,5 por cento após o ajuste de efeitos de câmbio. Os efeitos negativos resultantes das taxas de câmbio resultaram em 1,3 mil milhões de euros, enquanto os ganhos através de operações prévias aos juros e taxas (EBITA) resultaram em 4,3 mil milhões de euros, elevando a margem EBITA das operações para 5,8 por cento.

O desenvolvimento dos resultados em 2016 reflete os fortes investimentos realizados como forma de garantir o futuro da empresa. No ano passado, a Bosch aumentou os seus gastos em investigação e desenvolvimento em cerca de 10 por cento, para 7 mil milhões de euros. Para o Prof. Stefan Asenkerschbaumer, CFO e vice-presidente do Conselho de Administração, “A Bosch tem de fazer fortes investimentos no processo de transformação, e ao mesmo tempo salvaguardar o potencial de lucro a longo termo”. O EBIT foi impactado pelos efeitos extraordinários negativos em 2016, chegando aos 3,3 mil milhões de euros.

Novos conceitos para a mobilidade: zero emissões, zero stress, zero acidentes
A esfera de mobilidade está prestes a ter uma reviravolta considerável. “A Bosch tornará possível um novo tipo de mobilidade, sem emissões, sem stress e sem acidentes. Já não se trata apenas de fazer carros melhores. Temos de reinventar a mobilidade”, afirmou Denner. Acrescentou ainda que melhorar a qualidade do ar nas cidades, onde 70 por cento da população global viverá até 2050, é uma tarefa que a indústria, a política e a sociedade terá que resolver em conjunto. Referindo-se ao presente debate sobre as multas para veículos a diesel, o CEO da Bosch sublinhou que os objetivos e políticas para uma melhor qualidade de ar precisam de ser tecnologicamente neutros. “A criatividade dos nossos engenheiros não pode ficar restrita a uma tecnologia particular, devido a políticas”, referiu Denner. O CEO da Bosch acredita que as melhorias ao nível do motor de combustão interna oferecem um potencial enorme. As práticas de medição das RDE (emissões reais de condução) que serão válidas a partir do outono de 2017 ajudarão a reduzir ainda mais as emissões de óxido de nitrogénio dos veículos. A Bosch está presentemente a trabalhar em aproximadamente 300 projetos de desenvolvimento em RDE. Para veículos movidos a gasolina, a empresa tem defendido há algum tempo a ampla utilização de filtros de partículas. Para além disso, a aplicação da conectividade aos transportes pode ajudar a melhorar a qualidade do ar. Para a área da Grande Estugarda, a Bosch desenvolveu um assistente para transporte multimodal. E a partir de 2018, o serviço de estacionamento baseado na comunidade, criado pela Bosch, estará disponível em veículos em produção.

A eletrificação da mobilidade: uma combinação de eletricidade e combustível
A Bosch está também a esforçar-se para levar a condução elétrica a novos níveis. Uma nova unidade operacional para eletromobilidade aproximará as atividades da empresa nesta área. Somando aos milhares de milhões investidos no desenvolvimento de motores de combustão interna, a empresa está a investir cerca de 400 milhões de euros anualmente para alcançar um ponto de viragem na eletromobilidade – a maior fatia vai para a investigação e desenvolvimento de baterias. A Bosch tem vindo a investigar tecnologias de células de bateria atuais e futuras, e já ganhou mais de 30 encomendas relacionadas com eletromobilidade. Em 2016, ganhou mais 11 só na China, o maior mercado do mundo para a eletromobilidade.

A partir de 2018, a nova divisão Bosch Powertrain Solutions e os seus 88.000 colaboradores conseguirão oferecer todas as tecnologias de motorização a partir de uma única fonte. “Seja a combustível ou eletricidade, a Bosch irá liderar a monitorização no futuro. Para os nossos clientes, nós somos e pretendemos ser o parceiro número um para a engenharia e tecnologia”, apontou Denner.

A automação da mobilidade: sucesso de negócio
Quando o tópico é condução autónoma, a Bosch consegue progresso tecnológico e sucesso de negócio. Com os sistemas de assistência ao condutor, a empresa gerou, pela primeira vez em 2016, vendas de mais de mil milhões de euros, bem como encomendas no valor de 3,5 mil milhões de euros.
De forma geral, em 2017 a Bosch pretende crescer mais depressa que o mercado com sistemas de assistência ao condutor – um mercado que está previsto crescer 30 por cento. Neste momento há cerca de 3.000 engenheiros da Bosch a trabalhar em condução autónoma, mais 500 em relação ao ano passado. A unidade da Bosch em Braga tem dado um contributo especial nesta área, com o desenvolvimento de sensores e soluções de interação homem-máquina.

Em conjunto com a Daimler, a Bosch está a trabalhar no sentido de entregar veículos completamente autónomos e sem condutor para o trânsito urbano. O objetivo passa por ter veículos a circular de forma totalmente autónoma nas cidades a partir do início da próxima década. Um dos componentes-chave será o computador de bordo Bosch AI, cuja inteligência artificial torna-o no cérebro do carro autónomo. Até ao final da década, a Bosch terá criado um mapa digital altamente preciso com base nos sinais de radar. Um mapa destes é fulcral para a condução autónoma.

Ao desenvolver parcerias com a Vodafone, Telekom, Huawei e Nokia, a Bosch vai construindo a infraestrutura para o tráfego autónomo e conectado. Por exemplo, estão a decorrer testes para garantir comunicação segura sem fios veículo-a-veículo.

Mobilidade conectada: o mordomo móvel
Este ano teremos o lançamento da Bosch Automotive Cloud Suite, uma nova plataforma para serviços de mobilidade tal como o alerta do condutor na faixa errada, diagnósticos preditivos, estacionamento conectado e assistentes pessoais. “O Bosch Automotive Cloud Suite é o elemento tecnológico chave para serviços relacionados com o veículo conectado. Iremos usá-lo para ligar condutores, carros, fabricantes automóveis e distribuidores de outros serviços de mobilidade”, afirmou Denner. O Bosch Automotive Cloud Suite combina a experiência automóvel e tecnológica da Bosch.

A PwC espera que o mercado global da mobilidade conectada cresça cerca de 25 por cento anualmente até 2022, enquanto que a Gartner estima que 250 milhões de veículos conectados estarão nas estradas de todo o mundo em 2020.

Novas perceções de tecnologia: inteligente e emocional
Também para 2020, a Bosch estima que o volume global do mercado de IoT crescerá 35 por cento anualmente até 250 mil milhões de dólares. Em 2016, a Bosch vendeu 27 milhões de produtos já preparados para a web. Até 2020, todos os seus novos produtos eletrónicos serão conectados. E no futuro, serão oferecidos serviços para acompanhar cada produto. A chave disto é a inteligência artificial (IA).

Daqui a dez anos, quase todos os produtos da Bosch serão desenvolvidos, fabricados ou equipados com inteligência artificial. Nos próximos cinco anos, a Bosch investirá 300 milhões de euros no seu próprio centro para inteligência artificial. E no estado alemão de Baden- Württemberg, a Bosch está a apoiar a construção do “Vale Cyber”. Esta aliança entre políticos, homens de negócios e cientistas pretende garantir um avanço na investigação da inteligência artificial. Em conjunto com a Universidade de Amesterdão, a Bosch opera o Delta Lab, um laboratório de investigação para conhecimento profundo. Citando Volkmar Denner: “A inteligência artificial tornará a conectividade pessoal, algo que pode ser experienciado a um nível emocional. Os assistentes digitais tornar-se-ão cada vez mais inteligentes, aliviando assim os utilizadores das suas tarefas diárias”. A Tractica estima que o número de pessoas a utilizar assistentes digitais triplicará para mais de 1,5 mil milhões no início da próxima década.

O negócio de 2016 por região
Na Europa, o Grupo Bosch gerou vendas de 38,6 mil milhões de euros em 2016. Ano após ano, o lucro cresceu 3,4 por cento ou 4,8 por cento após o ajuste dos efeitos de câmbio. Em 2016, estes efeitos eram excecionalmente altos, estando este facto relacionado com a desvalorização da libra. Após um ano transato muito forte, as vendas do Grupo Bosch na América do Norte desceram 2,2 por cento para 12,3 mil milhões de euros, ou 1,8 por cento, ajustado aos efeitos de câmbio.

Depois de anos de declínio de vendas do Grupo Bosch na América do Sul, os números ajustados aos efeitos de câmbio apresentam um crescimento de 2,4 por cento. Em termos nominais, as vendas caíram 5,0 por cento para 1,4 mil milhões de euros. Na Ásia-Pacífico, a Bosch garantiu um crescimento volumoso de 8,3 por cento em vendas para 20,8 mil milhões de euros (efeitos de câmbio ajustados a 12 por cento). A Bosch gera agora quase 30 por cento das suas vendas na região.

O ano de 2016 por área de negócio
Das quatro áreas de negócio da Bosch, a área de Soluções de Mobilidade foi a que teve o crescimento mais forte em 2016. As vendas aumentaram em 5,5 por cento (6,9 por cento após o ajuste dos efeitos de câmbio) para 43,9 mil milhões de euros. A margem para operações chegou a 6,0 por cento. A área de Tecnologia Industrial e, especialmente, a divisão de Tecnologia de Atuadores e Controle continuou numa situação difícil em 2016. As vendas desceram 5,2 por cento (4,2 por cento após os ajustes de efeitos de câmbio) para 6,3 mil milhões de euros. Quando ajustado para os efeitos de consolidação resultantes da venda das suas unidades de caixas de engrenagens, a queda nas vendas foi de apenas 1,5 por cento. Numa nota mais encorajadora, a área de negócio regressou ao lucro.

Os efeitos duma taxa de câmbio negativa estiveram em especial evidência nas vendas partilhadas pela área de negócio Bens de Consumo. Após o ajuste para estes efeitos, as vendas cresceram 5,7 por cento. O crescimento de vendas nominal foi de 2,6 por cento, para 17,6 mil milhões de euros. A margem do setor de negócio cresceu um ponto percentual, para 8,2 por cento. A área de Tecnologia de Energia e Edifícios alcançou vendas de 5,2 mil milhões de euros em 2016. Ajustado para estes efeitos, as vendas cresceram 4,5 por cento. O valor nominal foi de 1,7 por cento. A margem chegou a 4,3 por cento em 2016.

Colaboradores: necessidade considerável para TI e software
A 31 de Dezembro de 2016, o Grupo Bosch contava mundialmente cerca de 390.000 colaboradores, mais 14.500 do que no ano anterior. Regionalmente, a estrutura de força de trabalho manteve-se maioritariamente inalterada. O número de colaboradores na Alemanha cresceu em 2.000, para 134.000. O resto do aumento verificou-se na Ásia e na América do Norte. A Bosch ainda tem, presentemente, requisitos de staff consideráveis para especialistas e executivos, especialmente com experiência em TI e software. Até agora, a Bosch emprega mais de 20.000 engenheiros de software, sendo que 4.000 deles estão apenas dedicados à Internet das Coisas.



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