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Mais de 40% dos trabalhadores em Portugal sofrem perdas significativas de rendimentos

O ING diz que o desempenho da economia portuguesa irá ser melhor do que os de Espanha e Itália.





19 Mai. 2020
Mais de 40% dos trabalhadores em Portugal sofrem perdas significativas de rendimentos
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Mais de 40% dos trabalhadores em Portugal terão sofrido perdas significativas de rendimento ou ficaram mesmo sem emprego, tendo de recorrer ao subsídio da Segurança Social. Desde março, cerca de dois milhões de pessoas terão sido já afetadas diretamente no seu rendimento e o número deverá crescer nos próximos meses.  O ING diz que o desempenho da economia portuguesa irá ser melhor do que os de Espanha e Itália, países mais afetados...
Mais de 40% dos trabalhadores em Portugal terão sofrido perdas significativas de rendimento ou ficaram mesmo sem emprego, tendo de recorrer ao subsídio da Segurança Social. Desde março, cerca de dois milhões de pessoas terão sido já afetadas diretamente no seu rendimento e o número deverá crescer nos próximos meses. 

O ING diz que o desempenho da economia portuguesa irá ser melhor do que os de Espanha e Itália, países mais afetados pela pandemia. Salienta, no entanto, que recuperação esperada a partir da segunda metade do ano irá ser prejudicada pela queda do turismo e que a economia irá expandir apenas 2,6% em 2021. 

Os exportadores e importadores portugueses confirmam que, embora a um ritmo lento, os caminhos para a China reabriram no final de março e durante o mês de abril, iniciando o restabelecimento de parte das cadeias de produção, distribuição e consumo. 

O fim do mercado único europeu poderia custar entre 3% e 8,7% da economia do conjunto da UE, segundo o Serviço de Investigação do Parlamento Europeu, que defende uma maior integração europeia. 

O Banco central dos EUA afasta o cenário de Grande Depressão, mas admite uma recuperação lenta, admitindo que no segundo trimestre a taxa de desemprego pode situar-se entre 20% e 25% e a queda do PIB dos EUA estará "facilmente nos 20% ou 30%”. 

A economia do Japão caiu 2% no primeiro trimestre do ano, em relação ao período homologo do ano anterior, entrando assim em recessão.

A semana começa com fortes ganhos nas bolsas europeias e Lisboa acompanha o sentimento positivo. O PSI-20 soma 2,26%, enquanto que o DAX-30 avança 2,1% e o CAC-40 de França sobe 2%. O IBEX-35 soma 1,7%, e o Stoxx 600 ganha 1,5%. 

Após ter tocado em mínimos devido à COVID-19 em março, o Stoxx 500 e 600 já valorizaram mais de 30% e 20%, respetivamente. O grande motor destas valorizações foi a resposta dada pelos bancos centrais e governos em todo o mundo para almofadar o impacto económico. 

O custo da pandemia é tão alto que só a impressão de dinheiro o pode pagar. Obrigados a gastar quantias recordes, os decisores políticos estão a eliminar as barreiras entre pedir emprestado o dinheiro de que precisam e simplesmente criá-lo. De acordo com o BAD, o custo da pandemia de COVID-19 pode chegar a 8,8 biliões de dólares, ou quase 10% do PIB global, dependendo da evolução do surto e do alcance das respostas dos governos.O coronavírus ameaça transformar a linha que divide a Europa entre o norte mais rico e o sul mais pobre num abismo económico, colocando em risco a moeda da região. 

A pandemia fez a economia contrair a um nível que não se registava desde 2013, quando a troika andava no país. 

De janeiro a março, o índice que mede a riqueza nacional teve uma quebra homóloga de 2,4%. 

A adoção de escalas de rotatividade de trabalhadores e definição de horários de entrada e saída diferenciados passam a ser obrigatórios, a partir de segunda-feira, nos casos em que não seja possível aplicar o regime de teletrabalho. 

Já a partir de 1 de junho, o teletrabalho deixa de ser obrigatório e serão retomadas as regras laborais normais, havendo a possibilidade de os trabalhadores e as empresas acordarem entre si a manutenção do regime de teletrabalho.
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