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Portugal na cauda nos apoios para fazer frente à pandemia

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal reivindicou celeridade na aplicação das medidas de apoio às empresas afetadas pelos constrangimentos relativos ao novo coronavírus.
11 Jan. 2021
Portugal na cauda nos apoios para fazer frente à pandemia
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De acordo com o FMI, Portugal faz parte do leque de países que menos gastam no imediato para combater a pandemia de COVID-19, registando um agravamento do défice muito abaixo da média. O Fundo, que realizou um relatório sobre as medidas implementadas por 190 países, explica que o Governo português foi bastante "prudente” na aplicação de medidas que pudessem ter um impacto negativo no défice orçamental.  As medidas...
De acordo com o FMI, Portugal faz parte do leque de países que menos gastam no imediato para combater a pandemia de COVID-19, registando um agravamento do défice muito abaixo da média. O Fundo, que realizou um relatório sobre as medidas implementadas por 190 países, explica que o Governo português foi bastante "prudente” na aplicação de medidas que pudessem ter um impacto negativo no défice orçamental. 

As medidas que o Governo está a preparar, motivadas pela pandemia da COVID-19, "passam pelo encerramento de um conjunto de atividades", como a restauração – que só poderá vender em take away – e o comércio não alimentar.

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal reivindicou celeridade na aplicação das medidas de apoio às empresas afetadas pelos constrangimentos relativos ao novo coronavírus, defendendo a revisão dos montantes que lhes estão consignados. O ano passado terminou com a esmagadora maioria dos empresários muito pessimistas relativamente ao que vai ser o início de 2021, sobretudo no que diz respeito à criação de emprego. A maioria dos gestores diz que não haverá capacidade para fazer mais contratações. 

Centrando a crítica no atraso na aplicação dos apoios às empresas e não no desenho das medidas, António Saraiva, presidente da CIP, vê como positiva a possibilidade de, perante um novo confinamento, as empresas poderem voltar a recorrer ao lay-off simplificado.

Relativamente aos bancos, nos primeiros nove meses do ano os resultados líquidos caíram 65%, para 588 milhões de euros, face a igual período de 2019. Uma descida que é não só explicada pela paragem da economia, mas "maioritariamente pelo reforço de imparidades", sublinha a Associação Portuguesa de Bancos.
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