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EOBD

15 Julho 2009

O European On Board Diagnostic (EOBD) é a estandardização da electrónica a bordo dos veículos para controlo da emissão dos gases poluentes.

Em Novembro de 1973, o Parlamento Europeu aprovou um programa de luta contra a poluição atmosférica provocada pelos veículos a motor. Objectivo: reduzir em 70% a poluição dos veículos até 2005.

Após discussões em Bruxelas entre construtores, reparadores e distribuidores independentes, nasceu uma directiva europeia que fixa regras precisas: O European On Board Diagnostic (EOBD).

Por detrás desses termos, dissimula-se um sistema electrónico de controlo das performances dos veículos em matéria de emissão de gases poluentes e detecção das anomalias. O procedimento e a conexão são os mesmos qualquer que seja a marca do veículo.

Desde meados dos anos 80, muitos veículos foram equipados com sistemas de diagnóstico específicos dos fabricantes. Assim, até há pouco tempo, uma variedade de tomadas, software e hardware vinha sendo empregue, sendo que esses sistemas representaram obstáculos quase intransponíveis para oficinas independentes de reparação.

O EOBD é o primeiro sistema europeu de diagnóstico uniforme a bordo. Desde o primeiro dia de Janeiro de 2001, todos os novos veículos a gasolina homologados passaram a estar equipados com o sistema EOBD, e desde 1 de Janeiro de 2003, todos os novos modelos Diesel homologados passaram igualmente a estar equipados com o EOBD: Testes uniformes, interfaces, protocolos, assim como unidades de leitura, são especificadas e standartizadas pela primeira vez.

É objectivo do EOBD conseguir de forma permanente baixas emissões de escape de todos os veículos ao longo de toda a sua vida de serviço. Com o objectivo de alcançar este objectivo, todos os componentes e sistemas relevantes com influência nas emissões, são continuamente monitorizados. Mal funcionamentos que levem a valores de emissão maiores e danos nos conversores catalíticos ou motores, são identificados. Nestes casos, certos maus funcionamentos são imediatamente indicados, armazenados e impressos.

A introdução do EOBD significará certamente um melhoramento na qualidade do ar, sustentável por períodos mais longos, já que as emissões serão drasticamente reduzidas, especialmente nos veículos mais velhos.

Descanso para o proprietário do veículo, é outra vantagem, já que maus funcionamentos são indicados e danos evitados. Outro benefício é custos mais baixos na localização de avarias do motor e sistema eléctrico.

Deste modo, as oficinas têm um sistema eficiente de localizar as avarias, já que os mecânicos com conhecimentos, podem localizar facilmente e resolver avarias uma vez detectados os sintomas.

Além do mais, os resultados da reparação podem ser verificados e, pela primeira vez, concessionários autorizados e oficinas de reparação independentes estão em pé de igualdade, já que para todos os veículos de todos os construtores somente um dispositivo de teste é necessário.

De referir, no entanto, que o standard EOBD nasce para efectuar um diagnóstico de superfície, adaptado às exigências previstas pela normativa europeia e limitado a um certo número de funções essenciais.

Em particular o EOBD só analisa os problemas de controlo de motor que podem influenciar no aumento das emissões nocivas dos gases de escape, não sendo suficiente para efectuar a reparação de um automóvel.

Foi o sistema OBD americano (On Board Diagnostic) que serviu de modelo. Aí foi adoptado em meados dos anos 80, tendo-se tornado obrigatório em todas as viaturas novas depois de 1 de Janeiro de 1996.

Texto: Paulo Esteves, Facom, Kolbenschmidt Pierburg, Texa | Foto: aan




Ficha EOBD
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