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Maltratar o Catalisador

10 Agosto 2009

O catalisador torna-se numa peça muito dispendiosa se for mal utilizado pelo condutor.

O catalisador parece ter-se tornado no componente mais eficaz de redução da poluição emitida pelos gases de escape. Se tratado correctamente, terá o mesmo período de vida do veículo. Mas se for maltratado, pode tornar-se muito dispendioso.

Os automóveis de hoje, muito embora possam ter a mesma mecânica que há 20 anos, são um produto muito diferente. São extremamente fiáveis e equipados com um nível de conforto impossível há uma década.

Um dos maiores desafios aos construtores de veículos nos anos 90 foi o de produzirem um veículo amigo do ambiente sem sacrificar a performance, economia ou condução.

A colocação de um catalisador parece ter-se tornado o método mais eficaz de reduzir a poluição emitida pelos gases de escape. Se tratado correctamente, o catalisador terá o mesmo período de vida do veículo.

Mas se for maltratado pode tornar-se muito dispendioso. O sistema em espiral de três caminhos equipado na maioria dos veículos converte os hidrocarbonos, óxidos de nitrogénio e monóxido de carbono, em água, dióxido de carbono e nitrogénio – tudo gases inofensivos. O sistema é mais eficiente quando a relação ar/combustível do veículo é de 14,7 partes de ar para uma parte de combustível, em peso.

A relação ar/combustível é mantida de forma muito precisa pelo sistema fechado em espiral – um sensor de oxigénio (Sensor Lambda) monitoriza a relação ar/combustível e ajusta a afinação de acordo com o necessário. Isto é um sistema muito sofisticado, de confiança e dispendioso, mas depende da vela de ignição produzir uma faísca eficiente e continuamente durante os 12 meses do ano

Se o motor falhar a ignição (a vela não inflar o combustível), combustível não queimado entrará no catalisador, causando um sobreaquecimento do mesmo.

Como o catalisador opera a uma temperatura superior a 800ºC, qualquer combustível não queimado será inflamado e num curto espaço de tempo o catalisador derreterá, tendo, por isso, de ser substituído.

Tal como na maioria dos sistemas mecânicos e electrónicos, o sistema só se mantém em pleno funcionamento se também os restantes componentes estiverem devidamente operacionais. Neste caso, a vela de ignição tem uma tarefa extremamente difícil a desempenhar num ambiente extremamente adverso.

É responsabilidade da oficina e do proprietário do veículo, assegurar que a vela de ignição é substituída regularmente – e por um produto de confiança.

De lembrar que a vela de ignição é um componente essencial do sistema de gestão, devendo ser fabricada segundo um standard de qualidade elevado, de modo a assegurar uma vida longa da vela e do próprio catalisador.

Texto: Paulo Silva e NGK | Foto: Metalcat




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