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Uma Questão de Saúde

9 Agosto 2009

Os filtros de habitáculo são a barreira contra uma névoa invisível de gases, poeiras, fuligem e pólen, presentes em qualquer estrada.

Uma névoa invisível de gases nocivos, como ozono, óxido nítrico, dióxido de enxofre e hidrocarbonetos, assim como poeiras, fuligem e pólen, são uma realidade em qualquer estrada do mundo. Esta fermentação de elementos suspensos no ar é extremamente prejudicial para a saúde, tornando-se ainda mais forte quando os veículos arrancam em sinais luminosos ou no trânsito pára-arranca.

A esta poluição provocada pelo homem, junta-se, ainda, o pólen natural existente no ar. Tudo isto pode despoletar reacções alérgicas tais como febres altas ou mesmo asma.

Tal como um aspirador, um carro absorve o ar poluído e difunde-o no interior de forma natural ou através do sistema de ar condicionado. Aí, o pólen, fuligem do Diesel e gases de escape, são armazenados durante um período longo de tempo, poluindo o ar que os ocupantes respiram. Investigações mostram que a concentração de fumos de escape e fuligem no interior de uma viatura é consideravelmente maior que no ar imediatamente em redor desse veículo.

Os filtros de habitáculo quando em boas condições – devem ser substituídos de acordo com o recomendado pelo construtor do veículo – protegem os condutores e passageiros contra esta situação danosa, tendo-se tornado um equipamento standard em carros e camiões nos últimos 10 anos.

Na indústria automóvel, os engenheiros distinguem entre o filtro de habitáculo com elementos filtrantes contra partículas, e o filtro combinado que também contêm carbono activo. Filtros de partículas consistem de material que filtra o pó, fuligem e pólens quase totalmente se o material for de boa qualidade. Mas é somente em combinação com o carbono activo que os gases de escape podem ser extraídos do ar.

Os constituintes base do carbono activado são a lignite, carvão, turfa ou mesmo o côco, que são “carbonizados” para formarem um material esponjoso. O carbono é activo porque absorve moléculas de gás, isto é, prende as moléculas à superfície dos poros. A função do carbono activo depende da estrutura dos poros e tamanho da superfície interior. Geralmente, o carbono activo é inserido nos filtros de habitáculo na forma de grãos de tamanho milimétrico. Entre 100 e 300 gramas de carbono activo é usado em cada filtro.

Os filtros de habitáculo são normalmente compostos por três camadas. A primeira camada colecta graus de poeira com um diâmetro maior que cinco mícrones. A segunda camada tem poros mais finos e absorve partículas com cerca de um mícron. A terceira camada, geralmente, consiste de uma camada rugosa que dá ao filtro a resistência para resistir à turbulência do ar. Os grãos de carbono activo estão localizados entre as camadas dois e três.

Se ocorrem um ou mais dos seguintes factores, então está na altura de substituir o filtro do habitáculo:

• Há mais de 1 ano ou de 15 quilómetros que não troca o filtro do habitáculo;
• Sente-se algum mau cheiro no interior do veículo quando se liga o ar condicionado ou a calefacção;
• Nota-se que se deposita sujeira na face interna do pára-brisas;
• Quando o pára-brisas está embaciado, a eliminação do vapor é lenta ou parcial;
• Nota-se que se deposita pó no painel do veículo;
• Houve uma redução na quantidade de ar que entra no veículo pelo sistema de ar condicionado ou de calefacção.

Texto: Paulo Silva e Valeo | Foto: aan




Filtros de cabine: barreira contra agentes nocivos
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