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Travões EHB e EMB

23 Julho 2009

Travões Eléctrico-Hidráulico (EHB) e Eléctrico-Mecânico (EMB): Maior eficácia e conforto na travagem.

Os Travões Eléctrico-Hidráulico (EHB) e Eléctrico-Mecânico (EMB), constituem o futuro da travagem automóvel em virtude da maior eficácia e conforto que proporcionam. No caso do Travão Eléctrico-Mecânico (EMB), o mais revolucionário, a força de travagem é gerada directamente nas rodas através de actuadores eléctrico-mecânicos. Os cilindros de travão, fios de travão e tubos não têm aqui qualquer aplicação.

Travão Eléctrico-Hidráulico (EHB)
O princípio do EHB baseia-se na separação da ligação hidráulica entre o pedal de travão e o travão na roda. A travagem tal como a conhecemos hoje, por pressão do pedal de travão, é substituída por uma unidade de actuação, consistindo num simulador de toque do pé e sensores de recolha dos comandos do condutor. Os sinais provenientes desta unidade, em conjunto com outros sensores, são transmitidos electricamente (por fio) para uma unidade de controlo electrónica (ECU), que, por sua vez, transmite a pressão de travagem sentida aos travões convencionais de roda. As funções do EHB são compatíveis com todos os sistemas conhecidos, tais como o ABS, EBD, TCS, ESP e BA, e, além disso, o EHB oferece um enorme potencial para funções adicionais.

Fim da Vibração do Pedal de Travão
O pedal de travão do EHB fica ligado ao simulador de toque. Ao contrário da combinação mecânico-hidráulica, o pedal deixa de vibrar, diminuindo, por isso, o risco do condutor inexperiente de reduzir erradamente a pressão de travagem e terminar o modo de controlo do ABS. A unidade de controlo electrónico calcula a quantidade de desaceleração desejada pelo condutor através do curso e força de actuação sentidos no pedal. Uma bomba de motor enceta a pressão hidráulica necessária no sistema de travagem, em vez de ser o condutor a induzir a força de travagem via o intensificador por vácuo. Em suma, os travões funcionamcom hidráulica e, mesmo assim, proporcionam a máxima performance de travagem.

Travão Eléctrico-Mecânico (EMB)
Por seu turno, o EMB, avança mais um passo e elimina os cilindros de travão, fios de travão e mangueiras, dado que todos estes componentes são substituídos por fios eléctricos. A utilização de componentes eléctricos, reduz as despesas de manutenção, assim como a despesa em fluídos.

O EMB, mede, igualmente, a intenção de força do condutor para travar o veículo, via sensores a monitorizarem o sistema no simulador de toque do pedal de travagem. O ECU processa os sinais recebidos, liga-os apropriadamente à informação vinda de outros sensores e sistemas de controlo, e calcula - instantaneamente para cada roda - a força a ser gerada pela pinça de travagem para pressionar as pastilhas contra o disco de travão.

Motor Eléctrico e Transmissão Formam o Actuador
Os módulos de travão das rodas, consistem essencialmente de uma unidade de controlo eléctrica, um motor eléctrico e um sistema de transmissão. O motor eléctrico e o sistema de transmissão formam o denominado actuador, que gera as forças de travagem aplicadas na pinça de travagem. Cada um dos quatro actuadores está em posição de aplicar forças até várias toneladas em apenas alguns milésimos de segundo.

A necessidade de energia para o EMB é elevada e sobrecarregaria a capacidade dos sistemas convencionais de 12 voltes, instalados nos veículos dos dias de hoje. Por isso, o travão eléctrico-mecânico está desenhado para uma voltagem de funcionamento de 42 voltes.

No entanto, a voltagem não é fornecida ao EMB directamente da bateria do veículo. Baterias extra estão disponíveis para compensar quaisquer picos de corrente. Esta divisão de fornecimento de energia no veículo torna possível satisfazer as necessidades energéticas do actuador, sem esforço excessivo do sistema de fornecimento de energia. Também numa emergência, o condutor beneficia com as baterias extra porque a capacidade de armazenamento mais elevada permite o veículo continuar a sua viagem mesmo que, por exemplo, um gerador esteja incapacitado de fornecer corrente de carregamento à bateria do veículo. Além disso, o desenho do EMB obedece ao requisito corrente de divisão do sistema de travagem hidráulico em dois circuitos separados.

O EMB Reduz a Distância de Travagem
O EMB - que pode ser expandido sem grande esforço de forma a incluir a função de travão de mão eléctrico (EPB) - reduz a distância de travagem devido à sua resposta rápida. A agência de inspecção técnica de Rhineland, descobriu durante os testes iniciais que o pedal de travão electrónico, o seu posicionamento ergonómico e as forças de actuação mais baixas, combinam para uma poupança de tempo de meio segundo, reduzindo a distância de travagem de 80 para 66 metros quando viajando à velocidade de 100 km/h.

Se a transmissão do sinal eléctrico entre o condutor e o travão da roda estiver defeituoso, o curso do pedal não se torna maior. Nem existe qualquer alteração na força do pedal. Isto permite ao módulo do pedal ficar localizado fora da zona dos pés, contrariamente ao que acontece com os travões mecânico-hidráulico e eléctrico-hidráulico. Este facto possibilita mais espaço dentro do veículo e menor risco de ferimentos nos pés em caso de acidente.

Texto: Paulo Esteves e ATE | Foto: ATE




Travões Eléctricos: Maior eficácia e conforto
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