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Correias em V e Estriadas 2

7 Setembro 2009

A correia comum em V foi em alguns casos sendo substituída pela correia de estrias múltiplas.

Durante muitos anos havia somente um tipo básico de correias de ligação: as de desenho cuja secção transversal era em V, através do qual a potência se transmitia a partir dos lados ou paredes da correia, aos lados em V de uma roldana. Esta correia comum, de grande aplicação, foi sendo substituída nalguns casos pela correia de estrias múltiplas denominada correia estriada.

Uma correia estriada pode descrever-se como uma sucessão de várias correias em V unidas lateralmente. As suas estrias em forma de V (de 4 a 6) correm sobre uma roldana que também tem ranhuras com a mesma forma de estrias. As estrias são de dimensão standard em toda a indústria; as únicas variações de umas correias para outras centram-se ao nível do número de estrias (quanto mais estrias mais larga é a correia) e ao nível da longitude da correia.

Em termos de funcionamento, as correias em V tradicionais e as correias estriadas, comportam-se de forma similar. No entanto, existem algumas diferenças. Na correia convencional em V, a parte plana da parte interior da correia não deve entrar em contacto com o fundo da ranhura da roldana. Se isto ocorrer, é indicativo que a correia está a correr demasiado baixa na roldana (geralmente devido ao facto da correia ser muito estreita). Neste caso, diminuirá a potência transmitida pelos flancos da correia à roldana. Nesta situação, a correia deslizará e se gastará mais rapidamente (a parte inferior sofrerá um desgaste e as paredes laterais darão origem a um superfície lustrosa).

Pelo contrário, a parte interior ou inferior de uma correia estriada termina numa linha (devido ao facto de cada estria ter uma forma triangular) e pode tocar sem perigo o fundo da ranhura da roldana. Isto significa que, neste sentido, o assentamento de uma correia estriada não necessita de uma inspecção periódica.

Uma variação da correia estriada standard é a disposição em serpentina. Neste caso, trata-se de uma correia estriada cuja parte posterior também se utiliza para accionar um acessório - normalmente a bomba de água.

A vantagem de uma correia estriada é a de que uma única correia pode significar um motor em geral mais curto. E nos compartimentos dos motores com montagem transversal onde poucos milímetros de espaço podem ser críticos, a poupança de 15-25 milímetros é muito importante.

A correia estriada tem também outras vantagens. Como o fabricante do veículo necessita de intervir somente numa única correia em vez de 3 ou 4 correias em V, a maioria opta por instalar correias estriadas de alta qualidade. Como resultado, as correias estriadas que se usam têm em geral maior duração que as correias em V comuns.

No entanto, quando alguma falha, estas correias estriadas de melhor qualidade custam até 3 ou 4 vezes mais que as correias em V. Seja como for, o condutor ainda economiza dinheiro pelo facto de utilizar a correia durante mais tempo e, desta forma, economiza mão de obra necessária para substituir qualquer correia simples que se encontre degradada (sobretudo se se trata de uma correia em V da parte interior do compartimento do motor que requer a desmontagem das correias exteriores para se ter acesso).

Quando se efectua um serviço normal no motor de um veículo, deve inspeccionar-se a correia. Veja se há secções de estrias que estão em falta (12 mm ou mais), que é a forma de deterioração mais comum. Observe se há sinais de vidrado ou lustrado – que poderá indicar deslizamento entre a correia e a roldana – e se existem gretas importantes.

Substitua a correia que denotar alguns destes defeitos. As pequenas gretas na parte posterior da correia não são em geral motivo de preocupação. Pelo facto da correia estriada (particularmente a do tipo em serpentina) percorrer um caminho tão complexo, deve observar e memorizar esse caminho antes de tirar a correia velha.

No entanto, se a correia se rompeu completamente, não poderá ter o visionamento da disposição da correia. Neste caso, observe em redor do “capot”; muitos fabricantes fixam um esboço debaixo do capô para indicar o caminho da correia.

Quando recebe uma nova correia, conte o número de estrias para se assegurar de que é o número correcto. Seja particularmente cuidadoso durante a instalação para alinhar as estrias da correia com as estrias da roldana. É muito fácil posicionar a correia de forma equivocada de forma que fique a faltar a colocação de uma estria e fique sobrando da borda da roldana outra. Em lugares muito apertados, pode não visionar facilmente, mas o tacto pode permitir uma melhor percepção. 

Texto: Paulo Silva | Foto: Roulunds




Correia de estrias múltiplas
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