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Duração dos Filtros

9 Setembro 2009

O conhecimento das circunstâncias de funcionamento ajuda a estabelecer o tempo de utilização.

FILTRO DE AR – Simples na sua concepção e altamente eficaz na prática, o filtro de ar é o pulmão do motor, quiçá o mais difícil de determinar no que toca à sua duração, pois, e em parte como os restantes, depende do ambiente mais ou menos poluído por onde o veículo circule. A sua duração também é condicionada pelo seu tamanho – por vezes o mesmo filtro é adaptado a motores de diferentes cilindradas por imperativos de espaço.

De qualquer forma, um filtro de ar por maior que seja, falando de veículos de turismo, não dura mais de 20.000 quilómetros em boas condições, mesmo que seja limpo várias vezes, e se a sua dimensão for reduzida, a sua vida útil reduz-se para metade.

Um filtro de ar saturado, além de não deixar respirar o motor, aumenta consideravelmente o consumo de combustível.

FILTRO DE ÓLEO – Este pode considerar-se como dos elementos de maior importância na manutenção de um motor, merecendo a maior atenção a sua qualidade e tempo de uso.

A qualidade, difícil de descortinar pelo utilizador, pode determinar-se pela experiência do montador e, sobretudo, sabendo se está homologado pelos fabricantes de veículos, ou se cumpre normas internacionais. A sua duração, tendo em conta que os óleos actuais duram em média 10.000 quilómetros ou mais, em lugar dos 4 ou 5 que se verificava há alguns anos, não deve exceder a quilometragem ao fim da qual se realiza a troca do óleo, ou seja, cerca de 10.000 quilómetros.

Se não for assim, toda a sujidade acumulada no boião do filtro ao longo de 10.000 quilómetros de trabalho (que o manterá próximo do “transbordar”), será arrastada de novo pelo óleo limpo através do circuito de lubrificação. Lembre-se que “mudar o óleo e não mudar o filtro, é como tomar duche e não mudar a roupa interior” ou “fumar dois cigarros através do mesmo filtro”.

FILTRO DE COMBUSTÍVEL – O filtro de gasolina, que ultimamente têm sido alvo de maior atenção, dada a importância que têm para que não chegue nenhuma impureza aos actuais sistemas de injecção - muito mais sensíveis que os antigos carburadores - devem mudar-se entre os 40 e 50.000 quilómetros, salvo estranhas circunstâncias ou conselho de responsável de manutenção.

Quanto ao filtro de gasóleo, o cuidado deve ser ainda maior, pois os motores Diesel precisam de uma maior perfeição na filtragem do combustível, e pode chegar a ser verdadeiramente grave o deterioramento produzido por um descuido na sua substituição, de tal forma que a sua mudança deve obedecer imperativamente à recomendação do construtor do veículo, não devendo exceder os 20.000 quilómetros.

FILTRO DE HABITÁCULO – Além dos filtros descritos, que protegem o motor, deve ter-se em conta o filtro de habitáculo, que protege a respiração do condutor e passageiros no interior do automóvel, e que deve ser substituído quando diminui notavelmente a entrada de ar no habitáculo, sendo que os primeiros sintomas notam-se antes dos 10.000 quilómetros. Se o veículo não vem equipado de origem com um filtro de habitáculo, consulte as possibilidades de adaptação. No caso dos filtros de habitáculo, também é muito importante recorrer-se a marcas de prestígio, já que os seus componentes, distintos dos filtros do motor, devem ser de alta tecnologia.

Texto: João Lima e Mann Filter | Foto: Mann Filter




A duração do filtro depende da sua aplicação
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