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Óleos Minerais Versus Sintéticos

18 Agosto 2009

Existem três opções de lubrificantes, aconselhados consoante o tipo de viatura, assim como a condução que se pratica.

Óleos Minerais

Os óleos minerais provêm do petróleo bruto, sendo que a refinação é responsável pela eliminação de substâncias indesejáveis e o acrescento de outras novas. Optimiza-se, desta forma, as características do produto base. Inicialmente, o óleo mineral apresentava uma série de inconvenientes como a fácil carbonização - e consequente depósito de carvão nas câmaras de combustão e válvulas - fácil criação de espumas, acentuada perda de viscosidade a alta temperatura, baixo poder detergente, oxidação e ainda falta de protecção à corrosão. Contudo, com a adopção dos chamados aditivos, todos estes problemas praticamente desapareceram. Mas atenção que estes aditivos não são aqueles que se compram nas casas da especialidade ou nas grandes superfícies. São produtos que os próprios fabricantes colocam nos óleos actuais e que se destinam a melhorar as suas capacidades. 

Os óleos minerais têm o inconveniente de se degradarem mais rapidamente em relação aos sintéticos, precisamente porque estes aditivos adicionados às bases também se degradam mais facilmente.

É falsa a ideia de que o seu menor poder detergente torna-os na escolha ideal para os automóveis antigos ou muito rodados, com o argumento de que ao não limparem os resíduos acumulados nestes motores, previnem o aparecimento de folgas que diminuiria a compressão e aumentaria o consumo de óleo. Isto porque hoje em dia, também os óleos minerais incorporam substancias detergentes que limpam o motor. Acontece, isso sim, que aos óleos minerais está quase sempre associado uma viscosidade mais elevada, logo, em motores antigos onde as folgas entre as peças são naturalmente maiores, uma maior viscosidade do óleo contribui para manter a compressão do motor, evitando, simultaneamente, um excessivo consumo deste precioso líquido. Mas, caso tenha uma viatura antiga e deseje um óleo de primeira qualidade, deverá optar por um óleo sintético ou semi sintético sem qualquer problema, desde que evite as graduações SAE inferiores a 15W X (no caso dos óleos sintéticos, a maioria das marcas disponibiliza produtos de SAE somente abaixo dos 15W X, o que estreitará o leque de opções) .

Sintéticos e Semi-Sintéticos

Os sofisticados óleos sintéticos são quimicamente elaborados pelo homem, tornando possível os ajustes laboratoriais que permitem maior estabilidade da viscosidade às variações de temperatura (maior índice de viscosidade sem o acréscimo de aditivos específicos), menor volatilidade (reduzidas perdas por evaporação, também a altas temperaturas) e maior resistência à oxidação e às alterações em geral. São aconselhados, especialmente, quando as temperaturas de funcionamento e condições de utilização dos motores, são particularmente difíceis, como é o caso dos propulsores sobrealimentados de elevado rendimento, os motores de competição e as turbinas.

O principal senão dos óleos sintéticos continua ser o preço mais elevado em relação a um semi-sintético ou a um mineral, mas que é compensado se tivermos em conta que se fica munido de um produto de superior qualidade, que permite, simultaneamente, intervalos de substituição mais alargados. Em comparação com os óleos minerais, podem custar quatro a cinco vezes mais, fazendo com que nos motores de baixa cilindrada, não sujeitos a grandes exigências de esforço quotidiano, grande número de condutores opte por soluções intermédias capazes de proporcionar uma boa protecção a um preço mais acessível.

Referimo-nos aos óleos semi-sintéticos, que como o nome indicia são óleos sintéticos aos quais é adicionado um ou mais óleos minerais de elevada qualidade. É, sem dúvida, uma boa opção para quem tenha um carro de baixa ou intermédia cilindrada e queira conferir uma protecção extra ao motor, relativamente aos cem por cento minerais, por um preço que fica também a meio caminho entre os minerais e os sintéticos.

Os óleos semi-sintéticos têm a vantagem dos minerais (o preço), a que se juntam as potencialidades únicas dos sintéticos, como, por exemplo, níveis de viscosidade constantes mesmo a altas temperaturas, e maior resistência à oxidação e ao desgaste, o que permite utilizações sem problemas por períodos mais longos. 

Em qualquer dos casos, certifique-se que está a usar óleos de última geração, que se distinguem pelo facto de incorporarem uma série de aditivos benéficos para o motor.

Seja como for, siga sempre as recomendações do fabricante do seu carro quanto às especificações (API, ACEA, SAE) do óleo que deve utilizar.

Texto: João Lima


 

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